Não sei de quem, mas ouvi isso há algum tempo. E nem acho que esteja errado quem falou. Mas aqui estou, há 27 anos, mulher e apaixonada pelo futebol.
Claro que voltar para os gramados foi algo que desejei desde que me mudei para a selva de pedra que é São Paulo. E agora, sendo reinserida no meio, lá estou eu denovo, na lateral empunhando uma bandeira e concentrada na linha de impedimento.
Como aconteceu semana passada durante um evento no Clube de Campo Itau, onde estivemos eu, Romildo Correa e Karine Bianco. Jogo de ex-craques, tranquilo, festa, diversão e Edilson recriando o incidente (mulecagem) com Paulo Nunes na final do campeonato paulista de 1999.
Diferente deste, no domingo, fui para o sub-13 e sub-11 do Paulista em Santos. Santos x Suzano.
Lá estava eu na bandeira 2, bem ao lado da torcida. E que torcida. Quase que totalmente do Suzano, mães, pais, amigos acompanhavam os garotos.
O engraçado do futebol é ouvir a torcida. Imaginem. Uma baixinha de 1,65, as vezes menor do que os jogadores, está dentro do campo. Primeiro reação: "Nossa...é uma mulher". Segunda reação: "Gostosa". Terceira reação (principalmente depois de um gol que a torcida achou que estava impedido): "Sua vaca". E assim por diante. Altero o estado de ouvir elogios e criticas cabeludas. E isso dura todo o tempo. Até o final do jogo. As vezes nem escuto. Concentrada na jogada, esqueço que existe uma centena de pessoas gritando.
O jogo acaba. Após o burocrático preenchimento de sumulas, coloco aquela roupa social com qual cheguei, pego minha mala e abandono o campo de jogo. Devagar!
Agora já não há torcida, nem jogadores, nem comissão técnica. Mas a magia continua por lá. E eu, continuo apaixonada por esta adrenalina.
Nenhum comentário:
Postar um comentário