quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Devagar estou voltando!

"Se você tivesse ficado mais 15 minutos na barriga da sua mãe, teria nascido homem".


Não sei de quem, mas ouvi isso há algum tempo. E nem acho que esteja errado quem falou. Mas aqui estou, há 27 anos, mulher e apaixonada pelo futebol.


Claro que voltar para os gramados foi algo que desejei desde que me mudei para a selva de pedra que é São Paulo. E agora, sendo reinserida no meio, lá estou eu denovo, na lateral empunhando uma bandeira e concentrada na linha de impedimento.

Como aconteceu semana passada durante um evento no Clube de Campo Itau, onde estivemos eu, Romildo Correa e Karine Bianco. Jogo de ex-craques, tranquilo, festa, diversão e Edilson recriando o incidente (mulecagem) com Paulo Nunes na final do campeonato paulista de 1999.


Diferente deste, no domingo, fui para o sub-13 e sub-11 do Paulista em Santos. Santos x Suzano.


Lá estava eu na bandeira 2, bem ao lado da torcida. E que torcida. Quase que totalmente do Suzano, mães, pais, amigos acompanhavam os garotos.


O engraçado do futebol é ouvir a torcida. Imaginem. Uma baixinha de 1,65, as vezes menor do que os jogadores, está dentro do campo. Primeiro reação: "Nossa...é uma mulher". Segunda reação: "Gostosa". Terceira reação (principalmente depois de um gol que a torcida achou que estava impedido): "Sua vaca". E assim por diante. Altero o estado de ouvir elogios e criticas cabeludas. E isso dura todo o tempo. Até o final do jogo. As vezes nem escuto. Concentrada na jogada, esqueço que existe uma centena de pessoas gritando.


O jogo acaba. Após o burocrático preenchimento de sumulas, coloco aquela roupa social com qual cheguei, pego minha mala e abandono o campo de jogo. Devagar!


Agora já não há torcida, nem jogadores, nem comissão técnica. Mas a magia continua por lá. E eu, continuo apaixonada por esta adrenalina.





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