segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Onde está o futebol arte?

Ah, esse mundo do futebol! Vicia, encanta, espanta!
A primeira vez que entrei no campo de futebol para atuar como bandeirinha, minhas pernas estavam tremulas. Minhas mãos suavam. Era uma quinta-feira. Estava calor. Quase ninguém no estádio. E depois deste dia, todos os outros 1.000 dias que fui para o campo de futebol, a sensação era a mesma. Pernas bambas e mãos suando.
Um dia ouvi um arbitro dizendo que enquanto as pernas bambeassem era sinal de que o futebol valia a pena.
E acreditei nisso sempre.
As histórias de futebol são inúmeras. Histórias hilárias, tristes, brigas descabidas e superação. Uma história melhor que a outra. Como sempre, o arbitro sempre odiado, nos 90 minutos de jogo.
Tudo bem! Já acostumada com o troféu ‘o arbitro roubou, por isso perdemos’ ontem fui para mais uma série de jogos.
E quem foi que falou que pessoas estudadas, alta classe social, instruídas (nem digo que campeonato era) são mais educadas?
O que vi ontem foi um disparate. Uma aula de como dizer o mesmo palavrão de diversas formas. Foi até hilário no final. Para não dizer assustador. Não era uma Taça Libertadores da América. Nem um Campeonato Brasileiro. Não tinha bicho no final, nem medalha, nem G4. Era só a segunda rodado do campeonato. E eu, ali da lateral, vi tentativas e agressões, entre amigos. Tudo por conta do futebol. Por conta da busca do gol. Daquele gol que serve só para desestressar. Para dar vasão a um grito de alegria. Mas que alegria?
Descobri que nem mesmo apitando os jogos de várzea ‘mais cabeludos’ do interior eu havia visto tamanha falta de educação.
Sai do campo pensativa. Pensando se vale a pena ser apaixonada pelo futebol arte, que quase não se vê mais em campo.
E para ajudar, no final do dia, descubro que um sujeito chamado “Dado Dolabela” ganha um reality show na TV.
Ainda bem que Rubinho Barrichello e o vôlei feminino salvaram uma parte do meu domingo.

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